domingo, 8 de fevereiro de 2009

Brasil forma cada vez menos professores

SÃO PAULO (Folhapress) - Apesar da carência por professores de 5ª a 8ª série e ensino médio, o País sofreu pelo segundo ano consecutivo uma queda no número de universitários formados em cursos voltados a disciplinas específicas do magistério. Em 2007, 70.507 pessoas formaram-se nessa área, 4,5% a menos que em 2006 e 9,3% a menos que em 2005, de acordo com o Censo do Ensino Superior, divulgado na última semana pelo Ministério da Educação. As maiores quedas de 2006 para 2007, entre as disciplinas obrigatórias, ocorreram em letras (-10%), geografia (-9%), química (-7%) e filosofia (-5%). O dado apenas faz agravar uma situação que já é preocupante. Um estudo do próprio MEC aponta que há 300 mil pessoas dando aulas no País em áreas diferentes dais quais se formaram. Exemplo: matemático que trabalha como professor de física ou historiador que dá aula de geografia.
Pesquisadores da área de educação afirmam que a falta de interesse em ser professor ocorre principalmente em razão dos a baixos salários pagos no magistério e à pouca valorização social da carreira. Até mesmo escolas tradicionais reclamam das dificuldades para contratar professor. O colégio Bandeirantes, de São Paulo, por exemplo, afirma que precisou criar um programa para formar seus próprios ex-estudantes para as disciplinas mais críticas.
O ministro Fernando Haddad (Educação) reconhece o problema da falta de professores. Segundo ele, por conta disso, o governo federal tomou quatro medidas, no Plano de Desenvolvimento da Educação, para tentar reverter o quadro.
São elas a expansão das universidades federais, a criação de 28 institutos de educação tecnológica, que terão que reservar 20% do orçamento para a formação de docentes em áreas específicas, acordos com 19 Estados para a capacitação de 360 mil professores em instituições públicas e, finalmente, a bolsa de iniciação à docência (para alunos de graduação).
“(Até então) a bolsa de iniciação científica induzia estudante a optar por bacharelado ao invés da licenciatura’’, afirma o ministro da Educação. O censo traz um dado animador no que trata do ensino infantil e dos primeiros quatro anos do fundamental (1á a 4á série). Aumentou em 6,8 % o número de formados em pedagogia.

OUTROS
Ao mesmo tempo em que houve queda nos formados para a carreira de professor, o censo revela que o País continua aumentar o número de formados para áreas já consideradas saturadas. O direito é um dos grandes exemplos. Subiu 4,6% o número de formados nessa áreas - foram 83 mil em 2007.
Naquele ano, de acordo com o censo havia 614 mil pessoas matriculadas nessa carreira - praticamente o mesmo número de advogados atualmente, segundo a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil): 636.629. Considerando todos os cursos universitários, o número de formados subiu 2,7%. Leia também
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Um comentário:

Anônimo disse...

Lembra companheiro Professor, de nossa ultima conversa ao telefone no sabado???
sobre a importancia de valorizar a educaçao e as consequencia positivas disto nas outras áreas de investimento (segurança, saude, cultura, etc,..) do Estado.
grande abraço companheiro.
cesar fontes