sexta-feira, 16 de maio de 2008

Preço do pão francês sofrerá queda de até 5%

Folha de Pernambuco

Governo quer beneficiar consumidor com redução do imposto
SARAH ELEUTÉRIO

O preço do pão francês cairá até 5% em Pernambuco. Ontem, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse que espera uma redução em torno de 9,25% no País, devido à suspensão da cobrança do PIS e da Cofins sobre o preço do trigo, anunciada na última quarta-feira. No entanto, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação (Sindipão) de Pernambuco, José Cosme, os empresários pernambucanos deverão esperar o impacto da redução do valor da farinha de trigo, para somente depois calcular o preço do pão.


“Há uma previsão de aumento do preço da farinha de trigo, que já havia sido confirmada. O preço do saco deverá passar de R$ 116 para R$ 120. Essa alta seria passada no fim de abril, mas deve acontecer nos próximos dias. Não sabemos se essa redução anunciada pelo Governo Federal será sobre o valor antigo, ou já em cima do novo preço”, disse Cosme.


O presidente do sindicato comenta que os impostos não têm impacto nas empresas que fazem parte do Simples Nacional, o que é o caso de mais de 90% das padarias pernambucanas. Mas, segundo Bernard Appy, a decisão beneficiará os importadores, moinhos, produtores e revendedores, que irão se comprometer a repassar a redução de impostos para o consumidor. Na padaria Santa Cruz, na Boa Vista, o pão não terá redução, pois, segundo o gerente do local, Gaudêncio Aguiar, já era vendido com um preço abaixo da concorrência, por R$ 6,79 o quilo. “Já estamos comprando a saca de 50 kg por R$ 120 e não repassamos. Por aí, o pão está por R$ 7,50”. A medida imposta pelo Governo Federal, para o gerente, servirá para reduzir o preço da concorrência. “Queremos ver, na prática, os impostos baixarem”.


A medida do governo, que tenta combater os aumentos do preço do pão, que já subiu 25% nos últimos meses, prevê a suspensão, até o fim do ano, da cobrança do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante nas importações de trigo, e prorroga, até o dia 31 de agosto, o prazo de importação do trigo in natura com tarifa zero. “O governo foi muito feliz nessas decisões, que certamente ajudarão na redução dos preços”, garantiu Cosme. Segundo a Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), há 52 mil padarias formais, no País com cerca de 600 mil trabalhadores.



*Colaboração de Rafaela Aguiar e Manuela Bezerra de Melo

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